Por: Anderson Ferreira R. A. 150505
Eu esperava na porta da igreja minhas primas Claudina e Rosa que vieram de Sapucaia, já que eu as guiava pela cidade.
Quando saíram me viram distraído sem entender o porquê, tinha me distraído com uma senhora que passava.
A primeira vez que a vi, estava acompanhada por um homem que julguei ser seu marido ou pai e me apaixonei a primeira vista.
Ao vê- la denovo, a presença de minhas primas me impediram de seguí- la, a ideia de que pudesse ser casada me atormentava pois não seria feliz sendo um amante de mulheres casadas.
Fui para casa acompanhando minhas primas. Deixando- as a porta fui a rua da Misericódia , onde tinha visto aquela senhora na esperañça de encontrá- la, mas não encontrei. Nem por isso perdi a esperança.
Procurei aquela dama em vários lugares da cidade, mas não encontrei.
Para não ver minhas primas, que não me deixaram ir atrás da dama, fui almoçar em um hotel, lá durante o almoço, comecei a imaginar minha dama, a chamei Adriana, é casada, o marido tem 52 anos e ela 30, aluguei uma casinha fora da cidade para nos encontrarmos.
Ao estranhar as saídas de Adriana, o marido começa a desconfiar dela e passa a ameaçá- la, foi aí que a propus deixar seu marido e assumir publicamente seu relacionamento comigo.
Adriana fica pensativa, mas logo dá a resposta positiva, e no dia seguinte ela abandonou tudo e veio morar comigo.
Volto a realidade após ouvir a voz de um amigo, outra prima de Sapucaia para atrapalhar meu sonho, mas logo me despeço e saio.
No decorrer dos dias, tentei várias vezes procurá- la na Rua da Misericórdia,onde a vi pela na saída da igreja, mas não tive sucesso.
No ano seguinte, fui visitar um antigo companheiro de estudos, Oliveira, mas estranhamente não deu dados de onde estaria hospedado e nem me visitou.
Certo dia soube da noticia que Oliveira tirara uma mulher do marido e foi para Petrópolis, uma moça coicidentemente chamada Adriana,fato que me intrigou, pois o nome que dei a minha amada era apenas fruta da minha imginação, isso me assustou, achei que poderiam ser a mesma mulher .
Oliveira adoeceu, fui visitá- lo, por amizade e também na esperança de conseguir alguma informação, lá eu a vi, era minha Adriana.
No fim do ano o encontrei, estava com uma fisionomia de desgosto, por ele mesmo fiquei sabendo dos desgostos que passava.
Seis meses depois fiquei sabendo que Adriana o deixou para estudar Geometria com um estudante. Oliveira ainda tentou uma reconciliação. Passei a visitá- los com a ideia de separá- los, mas aí vi quem ela realmente era e fiquei sabendo das humilhações que Oliveira passava quando eu não estava presente.
Consegui convencer Oliveira da separação mas na ultima hora ão pôde,desta vez ela iria deixá- lo exausto e morto.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Conto: Um Erradio
Por: Daiane Silva dos Santos R A: 164727
Tosta estava em casa com mulher, fazia um mês de casados, quando sua mulher perguntou-lhe quem era o homem representado numa velha fotografia, achada na secretaria do marido . Então Tosta começou a contar sobre o relacionamento essa grande amizade e a vida desse amigo.
Este amigo chamava-se Elisiário, homem alto sério, moreno, sempre vestido com uma infinita sobrecasaca cor de rapé que os rapazes chamavam de “opa”.
Havia uma simples sala, assim era a casa, sublocada por um alfaiate na Rua do Lavradio 1866, onde moravam vários rapazes, e apareciam outros, eram todos estudantes, tradutores, revisores, namoradores, e ainda lhes sobravam tempo para redigir uma folha política e literária, publicada aos sábados. De vez em quando, Elisiário aparecia por lá com sua grande opa que podia embrulhar o mundo. Ele era o mais velho entre os freqüentadores da casa, tinha trinta e cinco anos, a relação dele com os rapazes era de tio para sobrinhos, inclusive com Tosta de apenas dezoito anos, mas nessa relação havia um pouco menos de autoridade e mais liberdade que a de tio com sobrinhos.
Tosta começou a freqüentar a casa da Rua do Lavradio, mas durante os primeiros dias não apareceu Elisiário. Diziam que suas visitas eram incertas, tinha temporada, as vezes ia todos os dias, as vezes falhava e só aparecia uma duas ou três semanas depois. Era professor de Latim e explicador de matemáticas, mas não era formado em nenhum curso. Era poeta de improviso, não escrevia os versos, mos outros é que ouviam e copiavam suas poesias. Não tinha família, tinha um protetor, o Dr. Lousada, operador de algum nome, que por dever favores ao pai de Elisiário, quis pagá-los ao filho.
No fim de semana apareceu Elisiário na Rua do Lavradio. Apareceu com a idéia de escrever um drama, mas ditaria e queria que Tosta escrevesse. E começaram, mas quase no final do drama o poeta desiste . Para Tosta era um crime não terminar um drama tão bom quanto aquele, mas para Elisiário aquilo não prestava para nada, então continuaram com outra conversa, Tosta era questionado sobre sua vida, quem eram seus pais então respondeu que não tinha mãe e que seu pai era Lavrador em Baturité e ele estudava preparatórios, intercalando com versos, andava com idéias de compor um poema, um drama e um romance. Elisiário propôs a ajudar o menino dando aula de latim, francês, inglês, história...E cheio de orgulho, disse ao moço:
-Quero fazer de você um homem.
Muitas vezes ficávamos dois sozinhos na Rua do Lavradio, o poeta falando e o rapaz ouvindo e Não se cansava de ouvi-lo.
Era comum encontrar Elisiário nos lugares mais distantes uns dos outros como Botafogo, São Cristóvam, Andaraí. Chamava-se a si mesmo um erradio:
-Eu sou um erradio. No dia em que parar de vez, jurem que estou morto.
Certo dia estavam na casa da Rua do Lavradio. Elisiário trazia no peito da camisa um botão de coral, objeto de grande espanto e aclamação da parte dos rapazes que nunca o viram com jóias. Ele explicou que era um presente de anos, Tosta perguntou se foi o velho amigo Lousada que lhe dera o presente, Elisiário respondeu:
-Não, foi a filha...
Então voltou a falar de seu amigo Lousada, elogiou-o dizendo que tinha suas letras clássicas, além de ser excelente médico, mas o melhor dele era alma...
Quiseram tornar Elisiário deputado, pois teria boas idéias além de um ótimo orador parlamentar. Mas esse cargo não cabia a Elisiário, pois não queria obedecer compromissos, ficar calado e só falar quando lhe chegasse a vez. Queria ter a liberdade de alterar as horas das reuniões, uma de manhã, uma de noite, uma de madrugada...
Havia três semanas que os dois amigos não se viam, até que em uma noite, por volta das dezenove horas, chega Elisiário na pensão, aos prantos, Tosta assombrado perguntou:
- Que é? Que foi?
Então ele responde:
- Casei-me sábado...
Disse que era um casamento de gratidão, não de amor, uma desgraça, e repetia baixinho por várias vezes a palavra desgraça.
Explicou que não que ela não lhe amasse, ao contrário, morria de amores por ele há sete anos. Ela tinha vinte e cinco e era uma boa criatura . Tosta ficou sabendo que a mulher era a filha do Dr. Lousada, a mesma que lhe deu como presente o botão de coral. Para finalizar disse que morava com o sogro, mas que não procurasse por ele e aconselhou Tosta a nunca se casar por gratidão, nem por interesse, só casasse se tivesse vocação.
E desceu as escadas de cabeça baixa com sua sobrecasaca que embora sempre alegre, nesta noite se encontrava triste.
Após este dia só se encontraram após dez meses, pois Tosta foi visitar seu pai no Ceará nas férias e Elisiário também viajou para Rio Grande do Sul. O encontro aconteceu em Santa Teresa, em uma casinha pequena, Elisiário abraçou-o com alvoroço e falaram de coisas passadas, até que Tosta pergunta dos versos e seu amigo responde que publicou um volume em Porto Alegre, que não foi por vontade dele, mas de sua mulher que após muito teimar seu marido acabou cedendo.
Falavam do passado, da rua do Lavradio, ficaram duas horas conversando até que Tosta ao se despedir do amigo é interrompido:
-Você ainda não viu minha mulher, disse Elisiário. E indo à porta que dava para dentro gritou o nome de sua mulher: - Cintinha!
D. jacinta chegou logo depois, com seus vinte e seis anos, mais feia que bonita, mais baixa que alta, expressão boa e séria e muito simpática, recebeu-o muito bem, pois seu marido falava muito desse antigo amigo.
As visitas eram constantes e tanto seu amigo, quanto sua esposa incentivavam Elisiário a escrever seus versos, seus dramas, mas ele aos poucos ia perdendo a vontade, mal escrevia, as vezes até soltava alguns versos, mas não com o mesmo amor de antes.
Assim se passaram anos. D. Jacinta planejava desposá-lo, já que seu marido não era mais o mesmo artista de antes, quando solteiro tinha tempo e inspiração para seus versos, infelizmente o matrimônio atrapalhou essa inspiração de outrora, além disso não casou-se por amor,casou-se por imensa admiração por aquele gênio e ele também casou-se por obediência, pensava Cintinha.
O resultado dessa idéia foi inteiramente o oposto às esperanças da moça. O poeta, em vez dos louros, enfiou uma carapuça na cabeça, e mandou bugiar a poesia. Acabou em nada. Para o fim dos tempos nem lia já obras de arte. D. Jacinta padeceu grandemente ; viu esvair-se lhe o sonho, e, se não perdeu, antes ganhou o latim na qual o marido havia lhe ensinado, perdeu aquela língua sublime em que cuidou falar as ambições de um grande espírito. Desconsolada, concluiu que o casamento estirilizara uma inspiração que só tinha ambiente na liberdade do celibato. Sentiu remorsos.
Para Tosta, Elisiário era o mesmo erradio, ainda que aparecesse mais pousado, era também um talento de pouca dura; tinha de acabar, ainda que não casasse. Não foi o matrimônio que lhe tirou inspiração, pois a quietação e o método não acabariam com o poeta, se a poesia nele não fosse uma grande febre da mocidade...pelo menos em Tosta é que não passou de uma rápida constipação da adolescência.
-Pede-me Tu amor, que o terás; não me peças versos, que desaprendi há muito, concluía Tosta beijando a mulher, a mesma mulher do início do Conto que perguntava do homem da fotografia.
Aí tens o que era esse homem fotografado em 1862. Em suma, boa criatura, muito talento, excelente conversador, alma inquieta e doce, desconfiada e erradica, sem futuro nem passado, sem saudades nem ambições, simplesmente, um erradio.
Tosta estava em casa com mulher, fazia um mês de casados, quando sua mulher perguntou-lhe quem era o homem representado numa velha fotografia, achada na secretaria do marido . Então Tosta começou a contar sobre o relacionamento essa grande amizade e a vida desse amigo.
Este amigo chamava-se Elisiário, homem alto sério, moreno, sempre vestido com uma infinita sobrecasaca cor de rapé que os rapazes chamavam de “opa”.
Havia uma simples sala, assim era a casa, sublocada por um alfaiate na Rua do Lavradio 1866, onde moravam vários rapazes, e apareciam outros, eram todos estudantes, tradutores, revisores, namoradores, e ainda lhes sobravam tempo para redigir uma folha política e literária, publicada aos sábados. De vez em quando, Elisiário aparecia por lá com sua grande opa que podia embrulhar o mundo. Ele era o mais velho entre os freqüentadores da casa, tinha trinta e cinco anos, a relação dele com os rapazes era de tio para sobrinhos, inclusive com Tosta de apenas dezoito anos, mas nessa relação havia um pouco menos de autoridade e mais liberdade que a de tio com sobrinhos.
Tosta começou a freqüentar a casa da Rua do Lavradio, mas durante os primeiros dias não apareceu Elisiário. Diziam que suas visitas eram incertas, tinha temporada, as vezes ia todos os dias, as vezes falhava e só aparecia uma duas ou três semanas depois. Era professor de Latim e explicador de matemáticas, mas não era formado em nenhum curso. Era poeta de improviso, não escrevia os versos, mos outros é que ouviam e copiavam suas poesias. Não tinha família, tinha um protetor, o Dr. Lousada, operador de algum nome, que por dever favores ao pai de Elisiário, quis pagá-los ao filho.
No fim de semana apareceu Elisiário na Rua do Lavradio. Apareceu com a idéia de escrever um drama, mas ditaria e queria que Tosta escrevesse. E começaram, mas quase no final do drama o poeta desiste . Para Tosta era um crime não terminar um drama tão bom quanto aquele, mas para Elisiário aquilo não prestava para nada, então continuaram com outra conversa, Tosta era questionado sobre sua vida, quem eram seus pais então respondeu que não tinha mãe e que seu pai era Lavrador em Baturité e ele estudava preparatórios, intercalando com versos, andava com idéias de compor um poema, um drama e um romance. Elisiário propôs a ajudar o menino dando aula de latim, francês, inglês, história...E cheio de orgulho, disse ao moço:
-Quero fazer de você um homem.
Muitas vezes ficávamos dois sozinhos na Rua do Lavradio, o poeta falando e o rapaz ouvindo e Não se cansava de ouvi-lo.
Era comum encontrar Elisiário nos lugares mais distantes uns dos outros como Botafogo, São Cristóvam, Andaraí. Chamava-se a si mesmo um erradio:
-Eu sou um erradio. No dia em que parar de vez, jurem que estou morto.
Certo dia estavam na casa da Rua do Lavradio. Elisiário trazia no peito da camisa um botão de coral, objeto de grande espanto e aclamação da parte dos rapazes que nunca o viram com jóias. Ele explicou que era um presente de anos, Tosta perguntou se foi o velho amigo Lousada que lhe dera o presente, Elisiário respondeu:
-Não, foi a filha...
Então voltou a falar de seu amigo Lousada, elogiou-o dizendo que tinha suas letras clássicas, além de ser excelente médico, mas o melhor dele era alma...
Quiseram tornar Elisiário deputado, pois teria boas idéias além de um ótimo orador parlamentar. Mas esse cargo não cabia a Elisiário, pois não queria obedecer compromissos, ficar calado e só falar quando lhe chegasse a vez. Queria ter a liberdade de alterar as horas das reuniões, uma de manhã, uma de noite, uma de madrugada...
Havia três semanas que os dois amigos não se viam, até que em uma noite, por volta das dezenove horas, chega Elisiário na pensão, aos prantos, Tosta assombrado perguntou:
- Que é? Que foi?
Então ele responde:
- Casei-me sábado...
Disse que era um casamento de gratidão, não de amor, uma desgraça, e repetia baixinho por várias vezes a palavra desgraça.
Explicou que não que ela não lhe amasse, ao contrário, morria de amores por ele há sete anos. Ela tinha vinte e cinco e era uma boa criatura . Tosta ficou sabendo que a mulher era a filha do Dr. Lousada, a mesma que lhe deu como presente o botão de coral. Para finalizar disse que morava com o sogro, mas que não procurasse por ele e aconselhou Tosta a nunca se casar por gratidão, nem por interesse, só casasse se tivesse vocação.
E desceu as escadas de cabeça baixa com sua sobrecasaca que embora sempre alegre, nesta noite se encontrava triste.
Após este dia só se encontraram após dez meses, pois Tosta foi visitar seu pai no Ceará nas férias e Elisiário também viajou para Rio Grande do Sul. O encontro aconteceu em Santa Teresa, em uma casinha pequena, Elisiário abraçou-o com alvoroço e falaram de coisas passadas, até que Tosta pergunta dos versos e seu amigo responde que publicou um volume em Porto Alegre, que não foi por vontade dele, mas de sua mulher que após muito teimar seu marido acabou cedendo.
Falavam do passado, da rua do Lavradio, ficaram duas horas conversando até que Tosta ao se despedir do amigo é interrompido:
-Você ainda não viu minha mulher, disse Elisiário. E indo à porta que dava para dentro gritou o nome de sua mulher: - Cintinha!
D. jacinta chegou logo depois, com seus vinte e seis anos, mais feia que bonita, mais baixa que alta, expressão boa e séria e muito simpática, recebeu-o muito bem, pois seu marido falava muito desse antigo amigo.
As visitas eram constantes e tanto seu amigo, quanto sua esposa incentivavam Elisiário a escrever seus versos, seus dramas, mas ele aos poucos ia perdendo a vontade, mal escrevia, as vezes até soltava alguns versos, mas não com o mesmo amor de antes.
Assim se passaram anos. D. Jacinta planejava desposá-lo, já que seu marido não era mais o mesmo artista de antes, quando solteiro tinha tempo e inspiração para seus versos, infelizmente o matrimônio atrapalhou essa inspiração de outrora, além disso não casou-se por amor,casou-se por imensa admiração por aquele gênio e ele também casou-se por obediência, pensava Cintinha.
O resultado dessa idéia foi inteiramente o oposto às esperanças da moça. O poeta, em vez dos louros, enfiou uma carapuça na cabeça, e mandou bugiar a poesia. Acabou em nada. Para o fim dos tempos nem lia já obras de arte. D. Jacinta padeceu grandemente ; viu esvair-se lhe o sonho, e, se não perdeu, antes ganhou o latim na qual o marido havia lhe ensinado, perdeu aquela língua sublime em que cuidou falar as ambições de um grande espírito. Desconsolada, concluiu que o casamento estirilizara uma inspiração que só tinha ambiente na liberdade do celibato. Sentiu remorsos.
Para Tosta, Elisiário era o mesmo erradio, ainda que aparecesse mais pousado, era também um talento de pouca dura; tinha de acabar, ainda que não casasse. Não foi o matrimônio que lhe tirou inspiração, pois a quietação e o método não acabariam com o poeta, se a poesia nele não fosse uma grande febre da mocidade...pelo menos em Tosta é que não passou de uma rápida constipação da adolescência.
-Pede-me Tu amor, que o terás; não me peças versos, que desaprendi há muito, concluía Tosta beijando a mulher, a mesma mulher do início do Conto que perguntava do homem da fotografia.
Aí tens o que era esse homem fotografado em 1862. Em suma, boa criatura, muito talento, excelente conversador, alma inquieta e doce, desconfiada e erradica, sem futuro nem passado, sem saudades nem ambições, simplesmente, um erradio.
Conto: ETERNO
Por: Daiane Silva dos Santos R A: 164727
O conto descreve o amor louco e alucinado que Norberto sente pela esposa do barão Antonio José Soares de Magalhães, grande amigo de seu pai.
Norberto morava com os pais e estudava medicina com seu melhor amigo Simeão Antônio e Barros, que morava só no Rio de Janeiro e recebia mesada de um tio que morava na Bahia com que se sustentava na cidade e pagava suas dívidas.
Simeão sempre tentava reanimar o amigo e ajudá-lo a esquecer e tirar essa idéia louca de ficar com a baronesa, pois isso trazia muito sofrimento a ele.
Simeão recebeu pela manhã uma duas cartas, uma de seu tio e uma de seu melhor amigo. Resolveu abrir primeiro de seu tio, que dizia cerimoniosamente que não iria mais arcar com os excessos de seu sobrinho, ao menos que este fosse morar e estudar na Bahia, caso contrario teria que arcar com suas dívidas através de outros recursos.
Então Simeão abriu a segunda carta e foi correndo atrás de seu amigo contar a novidade. Encontrou Norberto chorando pela baronesa dizendo que seria capaz de se matar por causa dela e que ficou sabendo que a baronesa e seu marido iam para a Bahia no próximo Sábado. Simeão leu a carta para seu amigo e disse que embora tivesse outros recursos para se virar no Rio, não seria o mesmo prazer e as mesmas condições que tinham quando recebia a pensão de seu tio, estava decidido a ir para a Bahia também no sábado e fez um convite a seu amigo para que também fosse, assim estaria perto de seu amigo e de sua amada.
A mão de Norberto, embora triste com a idéia de ter que se desgrudar de seu filho, aceitou a idéia sem muito trabalho, porém seu pai foi inflexível, o próprio amigo Barão tentou convencê-lo dizendo que seu filho estaria em boas mãos morando com ele, mas ele estava irredutível.
Norberto ficou muito triste, mas mais uma vez seu amigo tentou ajudá-lo, disse que era melhor que não fosse porque a baronesa ou mesmo o próprio barão poderia depois desconfiar de sua atitude de ir para a Bahia e que sempre enviaria cartas com notícias boas ou ruins sobre os sentimentos da baroneza em relação a Norberto, Simeão tentaria tirar algo dela para descobrir.
Viajaram, Simeão morava com seu tio, estudava para ser doutor e ia devez em quando à casa do barão. Quando conversava com a baronesa sempre perguntava e falava muito bem de Norberto, mas ela não demontrava nada de diferente ou mais profundo por ele. Os encontros entre eles iam aumentando e o nome de Norberto aos poucos sumiam das conversas e o romance entre eles surgia a cada visita. Norberto quase não mandava mais cartas, seu amigo também evitava enviar cartas, e quando escrevia era mensagens curtas e sem grande significância como: “Sabes quem vi há três dias no teatro? A baronesa.”.
Estavam a beira do abismo com a loucura de se encontrarem escondidos, até a morte resolveu o problema levando consigo o barão, por meio de um ataque de apoplexia. Três meses depois, IaIa Lindinha (a baronesa) recebeu um convite de casamento de Simeão, ela aceitou com a condição de ele terminasse primeiro seus estudos.
Cumpriram a promessa, enquanto Iaia viajava com uma amiga e seu marido pela Europa, Simeão estudava com grande esforço suportando a imensa saudade de sua noiva. Assim que voltou de viagem e seu noivo tornou-se doutor, realizaram o matrimônio e IaIa pediu para que fosse ao Rio. Seu marido, meio atordoado cedeu o pedido, afinal não sabia como encontraria o amigo, fazia três anos que não se escreviam.
Após quatro dias, soube Simeão que seu amigo morava para os lados de Rio Comprido e estava casado. Então resolveu visitá-lo, mas não contou nada do passado de Norberto a sua mulher.
Chegando lá, encontra uma mulher negra amamentando uma menina de cinco meses e outra criança de um ano e meio acocorada, recolhendo pedrinhas no chão. Era a mulher de Norberto, Carmela com seus dois filhos.
Simeão se apresentou a Carmela e ela mandou Nhô Bertinho chamar seu pai. Depois de uns instantes aparece Norberto, contente com a visita do amigo, deu um grande abraço e começaram a relembrar os velhos tempos, inclusive a morte dos pais de Norberto, dos tempos acadêmicos, porém em relação ao presente só Bertinho falava, mas não perguntava se seu amigo estava casado para a alegria de Simeão.
Carmela chamou-os para jantar, Simeão agradeceu, mas recusou o pedido, mas prometeu que outro dia voltaria para jantar com eles. Na saída de Simeão, Bertinho chamou seu amigo de “Eterno”. Então este entra no coche meditando sobre o que era eterno, eterno apara ele era o amor que seu amigo Bertinho sentia pela sua mulher.
E ao chegar ao Hotel de Estrangeiros no fim da tarde, sua mulher o esperava para o jantar. Simeão, ao entrar no quarto, pegou nas mãos de sua esposa e pergunta-lhe:
- O que é eterno, IaIa Lindinha?
Ela, suspirando respondeu:
- Ingrato! É o amor que te tenho.
Simeão jantou sem remorsos; ao contrário, tranqüilo e jovial. Coisas do tempo! Se lhe dá um punhado de lodo, ele o restitui em diamantes...
O conto descreve o amor louco e alucinado que Norberto sente pela esposa do barão Antonio José Soares de Magalhães, grande amigo de seu pai.
Norberto morava com os pais e estudava medicina com seu melhor amigo Simeão Antônio e Barros, que morava só no Rio de Janeiro e recebia mesada de um tio que morava na Bahia com que se sustentava na cidade e pagava suas dívidas.
Simeão sempre tentava reanimar o amigo e ajudá-lo a esquecer e tirar essa idéia louca de ficar com a baronesa, pois isso trazia muito sofrimento a ele.
Simeão recebeu pela manhã uma duas cartas, uma de seu tio e uma de seu melhor amigo. Resolveu abrir primeiro de seu tio, que dizia cerimoniosamente que não iria mais arcar com os excessos de seu sobrinho, ao menos que este fosse morar e estudar na Bahia, caso contrario teria que arcar com suas dívidas através de outros recursos.
Então Simeão abriu a segunda carta e foi correndo atrás de seu amigo contar a novidade. Encontrou Norberto chorando pela baronesa dizendo que seria capaz de se matar por causa dela e que ficou sabendo que a baronesa e seu marido iam para a Bahia no próximo Sábado. Simeão leu a carta para seu amigo e disse que embora tivesse outros recursos para se virar no Rio, não seria o mesmo prazer e as mesmas condições que tinham quando recebia a pensão de seu tio, estava decidido a ir para a Bahia também no sábado e fez um convite a seu amigo para que também fosse, assim estaria perto de seu amigo e de sua amada.
A mão de Norberto, embora triste com a idéia de ter que se desgrudar de seu filho, aceitou a idéia sem muito trabalho, porém seu pai foi inflexível, o próprio amigo Barão tentou convencê-lo dizendo que seu filho estaria em boas mãos morando com ele, mas ele estava irredutível.
Norberto ficou muito triste, mas mais uma vez seu amigo tentou ajudá-lo, disse que era melhor que não fosse porque a baronesa ou mesmo o próprio barão poderia depois desconfiar de sua atitude de ir para a Bahia e que sempre enviaria cartas com notícias boas ou ruins sobre os sentimentos da baroneza em relação a Norberto, Simeão tentaria tirar algo dela para descobrir.
Viajaram, Simeão morava com seu tio, estudava para ser doutor e ia devez em quando à casa do barão. Quando conversava com a baronesa sempre perguntava e falava muito bem de Norberto, mas ela não demontrava nada de diferente ou mais profundo por ele. Os encontros entre eles iam aumentando e o nome de Norberto aos poucos sumiam das conversas e o romance entre eles surgia a cada visita. Norberto quase não mandava mais cartas, seu amigo também evitava enviar cartas, e quando escrevia era mensagens curtas e sem grande significância como: “Sabes quem vi há três dias no teatro? A baronesa.”.
Estavam a beira do abismo com a loucura de se encontrarem escondidos, até a morte resolveu o problema levando consigo o barão, por meio de um ataque de apoplexia. Três meses depois, IaIa Lindinha (a baronesa) recebeu um convite de casamento de Simeão, ela aceitou com a condição de ele terminasse primeiro seus estudos.
Cumpriram a promessa, enquanto Iaia viajava com uma amiga e seu marido pela Europa, Simeão estudava com grande esforço suportando a imensa saudade de sua noiva. Assim que voltou de viagem e seu noivo tornou-se doutor, realizaram o matrimônio e IaIa pediu para que fosse ao Rio. Seu marido, meio atordoado cedeu o pedido, afinal não sabia como encontraria o amigo, fazia três anos que não se escreviam.
Após quatro dias, soube Simeão que seu amigo morava para os lados de Rio Comprido e estava casado. Então resolveu visitá-lo, mas não contou nada do passado de Norberto a sua mulher.
Chegando lá, encontra uma mulher negra amamentando uma menina de cinco meses e outra criança de um ano e meio acocorada, recolhendo pedrinhas no chão. Era a mulher de Norberto, Carmela com seus dois filhos.
Simeão se apresentou a Carmela e ela mandou Nhô Bertinho chamar seu pai. Depois de uns instantes aparece Norberto, contente com a visita do amigo, deu um grande abraço e começaram a relembrar os velhos tempos, inclusive a morte dos pais de Norberto, dos tempos acadêmicos, porém em relação ao presente só Bertinho falava, mas não perguntava se seu amigo estava casado para a alegria de Simeão.
Carmela chamou-os para jantar, Simeão agradeceu, mas recusou o pedido, mas prometeu que outro dia voltaria para jantar com eles. Na saída de Simeão, Bertinho chamou seu amigo de “Eterno”. Então este entra no coche meditando sobre o que era eterno, eterno apara ele era o amor que seu amigo Bertinho sentia pela sua mulher.
E ao chegar ao Hotel de Estrangeiros no fim da tarde, sua mulher o esperava para o jantar. Simeão, ao entrar no quarto, pegou nas mãos de sua esposa e pergunta-lhe:
- O que é eterno, IaIa Lindinha?
Ela, suspirando respondeu:
- Ingrato! É o amor que te tenho.
Simeão jantou sem remorsos; ao contrário, tranqüilo e jovial. Coisas do tempo! Se lhe dá um punhado de lodo, ele o restitui em diamantes...
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
O SEGREDO DE AUGUSTA
Por: Claudineia M.S.Ribeiro Ra:153792
É um conto de Machado de Assis que conta a historia de Augusta,Adelaide sua filha e seu marido Vasconcelos que quase não tinha tempo para a família pois dedicava a vida noturna, política, jogo e mulheres, quando estava em casa passava o dia dormindo e a filha sentia muito sua falta.Augusta sempre estava cuidando da aparência e sua vaidade que percebia a ausência mas não fazia cobranças pois seu marido mantinha todos seus caprichos da vaidade
Em um determinado dia Vasconcelos é surpreendido por Gomes amigo seu que freqüentava sua casa e era parceiro de sua vida noturna dizendo estar apaixonado por sua filha Adelaide e que queria casar-se com ela.
Pouco depois entrou em seu gabinete Sr Jose Brito um credor que era um verdadeiro fantasma, a voz da realidade.Dando-lhe um prazo curto para que lhe pagasse a divida que cada dia aumentava mais não sabendo o que fazer Vasconcelos tem a idéia de aceitar o casamento da filha com Gomes na intenção de poder contar com a ajuda financeira do Genro.
Logo aceita e comenta com a filha e Augusta sobre o interesse de Gomes em casar-se com Adelaide.A filha fica triste e pede ajuda para o tio que promete ajudar.
Augusta não aceita em hipótese alguma alegando que Adelaide é muito nova.
Vasconcelos se vendo cada dia mas pressionado pelo credor e percebendo que Augusta esta irredutível em aceitar a idéia do casamento e resolve contar a sua esposa que esta quase pobre e precisa realizar esse casamento na tentativa de resolver os problemas.
Augusta mesmo assim não aceita pedindo que ele de outro jeito mais que casar Adelaide não, Vasconcelos descobre que Gomes também procura dar o golpe pois esta na mesma situação que ele.
O marido não entende a persistência da mulher em não aceitar e começa a desconfiar de um possível caso de Augusta com Gomes.
Um dia Vasconcelos escuta uma conversa de Augusta com uma amiga no escritório onde ela revela que não quer que Adelaide casa-se agora e comenta que quanto mais tarde for possível, pois tem horror em imaginar o casamento por causa dos filhos que irão ser seus netos e a idéia de ser avó a terroriza.
Vasconcelos interrompe a conversa surpreso com a vaidade de Augusta pois não imaginava que fosse grande a ponto de tamanho egoísmo.
Vasconcelos diz a Augusta que não haverá o casamento com Gomes mas que quando Adelaide amar alguém não saberia como recusariam o consentimento.
Augusta aliviada responde que esperariam ate lá.
Gomes recebe uma carta que diz não ser possível a realização do casamento pois Adelaide não quer casar.
Após ler Gomes acende um charuto e começa a pensar onde acharia uma herdeira que o queira como marido.
Gomes e Vasconcelos encontraram algumas vezes conversando fumando como dois amigos ou trapaceiros experiente que eram.
É um conto de Machado de Assis que conta a historia de Augusta,Adelaide sua filha e seu marido Vasconcelos que quase não tinha tempo para a família pois dedicava a vida noturna, política, jogo e mulheres, quando estava em casa passava o dia dormindo e a filha sentia muito sua falta.Augusta sempre estava cuidando da aparência e sua vaidade que percebia a ausência mas não fazia cobranças pois seu marido mantinha todos seus caprichos da vaidade
Em um determinado dia Vasconcelos é surpreendido por Gomes amigo seu que freqüentava sua casa e era parceiro de sua vida noturna dizendo estar apaixonado por sua filha Adelaide e que queria casar-se com ela.
Pouco depois entrou em seu gabinete Sr Jose Brito um credor que era um verdadeiro fantasma, a voz da realidade.Dando-lhe um prazo curto para que lhe pagasse a divida que cada dia aumentava mais não sabendo o que fazer Vasconcelos tem a idéia de aceitar o casamento da filha com Gomes na intenção de poder contar com a ajuda financeira do Genro.
Logo aceita e comenta com a filha e Augusta sobre o interesse de Gomes em casar-se com Adelaide.A filha fica triste e pede ajuda para o tio que promete ajudar.
Augusta não aceita em hipótese alguma alegando que Adelaide é muito nova.
Vasconcelos se vendo cada dia mas pressionado pelo credor e percebendo que Augusta esta irredutível em aceitar a idéia do casamento e resolve contar a sua esposa que esta quase pobre e precisa realizar esse casamento na tentativa de resolver os problemas.
Augusta mesmo assim não aceita pedindo que ele de outro jeito mais que casar Adelaide não, Vasconcelos descobre que Gomes também procura dar o golpe pois esta na mesma situação que ele.
O marido não entende a persistência da mulher em não aceitar e começa a desconfiar de um possível caso de Augusta com Gomes.
Um dia Vasconcelos escuta uma conversa de Augusta com uma amiga no escritório onde ela revela que não quer que Adelaide casa-se agora e comenta que quanto mais tarde for possível, pois tem horror em imaginar o casamento por causa dos filhos que irão ser seus netos e a idéia de ser avó a terroriza.
Vasconcelos interrompe a conversa surpreso com a vaidade de Augusta pois não imaginava que fosse grande a ponto de tamanho egoísmo.
Vasconcelos diz a Augusta que não haverá o casamento com Gomes mas que quando Adelaide amar alguém não saberia como recusariam o consentimento.
Augusta aliviada responde que esperariam ate lá.
Gomes recebe uma carta que diz não ser possível a realização do casamento pois Adelaide não quer casar.
Após ler Gomes acende um charuto e começa a pensar onde acharia uma herdeira que o queira como marido.
Gomes e Vasconcelos encontraram algumas vezes conversando fumando como dois amigos ou trapaceiros experiente que eram.
A MULHER DE PRETO - Resumo
Por: Claudineia M.S.Ribeiro Ra:153792
Esse resumo trata de um conto fluminense de Machado se Assis.
Onde a história começa em um encontro de Dr. Estevão Soares e o Deputado Meneses, onde ambos foram apresentados por um amigo em comum.
Neste encontro eles se falaram,trocaram seus repetíveis cartões.
Dois meses depois tiveram o prazer de se encontrar e Meneses fez Estevão prometer que ia à casa dele.
Ao termino da conversa Dr.Estevão se despede e vai em direção a saída procurando um automóvel,mas se da conta que chove muito e encontra dificuldade para encontrar um automóvel e acaba ficando algum tempo ali e percebe que tem um tilbure esperando por alguém que ele supôs ser o Deputado.
Logo o mesmo chega e oferece-lhe uma carona e ele fica meio sem jeito mas aceita.
Dr. Estevão estranha pois ao mesmo tempo que o Deputado lhe oferece a carona da ordens ao motorista para que siga para sua casa, mas ,logo o Deputado explica que a intenção é que o Dr. tenha a oportunidade de conhecer a sua casa para que possa voltar assim como já havia prometido.
Chegando a sua casa Meneses convida-o para entrar e mostrar seu gabinete de trabalho onde havia uma estante de livros e disse que era ali naquele local que o encontraria quando fosse visitá-lo.
Estevão foi embora prometendo voltar.
Entre Dr. Estevão e o Deputado Meneses houve uma grande afinidade que os unio e fez com que houvesse vários encontros tanto na casa de um como na do outro fazendo com que essa amizade se fortalece se cada vez mais.
Um determinado dia foram em um teatro juntos quando la Estevão viu uma mulher que se trajava de preto ele perguntou a Meneses se a conhecia, o mesmo negou.Ao final da peça Estevão tentou se aproximar com curiosidade mas não foi possível.
Estevão era homem solteiro e vivia muito só ele não acreditava poder amar uma mulher,pois, fazia exigências a elas dais quais achava difícil poder encontrar;Meneses que também vivia só por motivos do passado não achava certo que Estevão tão novo não se desse ao desfrute de viver um amor pois Meneses achava que o Dr. deveria deixar o modo de pensar sobre o amor que era tão sem crença para alguém mais velho que já tivesse vivido uma decepção.
Havia um Padre amigo de Estevão que sempre dizia que o que faltava par que ele pudesse ser feliz e completo com tudo que possuía era uma mulher amada.
Estevão sempre encerava a conversa dizendo que se a caso o Padre encontrasse o “molde” perfeito da mulher que desejava que ele ate se casaria.
Já Meneses muito reservado nunca contava o motivo real de viver só.Estevão percebia muitas qualidades em Meneses,mas percebia que seu sorriso era amável,mas não alegre.
Certo dia Dr. Estevão foi convidado para um baile por um antigo amigo de seu pai.
La o Dr. não dançou viu, conversou, sorriu e foi embora.
Mas não conseguia tirar da cabeça a mulher que conversou por alguns minutos lá;a mulher era uma viúva que o encantou com jeito tão nobre e delicado.
Ele não conseguia dormir pensando nela como era perfeita por instantes imaginou pela primeira vez estar apaixonado mas não quis dar o braço a torcer.
No dia seguinte passou por diversas vezes na rua a qual ela morava so que na noite anterior estava tão deslumbrado com ela que não conseguiu prestar atenção no numero da casa que ela disse morar,pensou perguntar para alguém mas achou que não seria discreto.
Outro dia fez questão de passar novamente la na rua e deu de cara com um homem que morava perto da casa onde ela morava disfarçou e fez o possível para ver onde ele entrava e foi embora sabendo onde ela morava prometendo voltar .Quando chegou em casa foi surpreendido por um bilhete ao qual convidava-o para um chá esse bilhete era de Madalena. Logo ele levou ate a boca na tentativa de beijá-lo tentou ser mais forte que seus sentimentos e apenas sentiu a fragrância que exalava dele .Resolveu ir ao chá.
Chegando lá achou estranho pois não havia chegado ninguém logo ela o explica que desmarcou o chá mas não o avisou porque fazia questão de sua presença ilustre.
Após esse chá houve vários encontros e Dr. Estevão imaginava-se casado e que Madalena o amava só estranhava que nunca tinha um aproxima mento mais intimo entre eles essas visitas acontecia com tanta freqüência a modo que os encontros com seu amigo Meneses foram diminuindo.
Meneses que percebia o envolvimento de Estevão com alguma mulher lhe dizia que entendia pois a amizade deveria dar espaço ao amor.
Estevão sempre pedia a Madalena que autorizasse levar Menezes seu melhor amigo para que ela pudesse o conhecer ela sempre concordava mas pedia que adiasse mais esse encontro e ele sempre obedecia.
O Dr. já não agüentava mais não revelar seus sentimentos pois já tinha certeza que era correspondido por Madalena e procurava um momento certo e coragem para se declarar.
Certo dia estava em sua casa dispostos a ir ate a casa de Madalena falar do amor que sentia por ela quando recebeu um bilhete dela convidando-o para ir em sua casa pois tinha algo importante para dizer-lhe.
Quando chegou lá pensando ser o momento de falar sobre seus sentimentos é surpreendido por Madalena que lhe revela seu segredo dizendo que ela era a mulher que ele e Meneses viu de preto no teatro e que ela era a mulher de Meneses seu melhor amigo conta-lhe que foi acusada de trair seu marido mas na verdade ela nunca o fez pois era um segredo de uma amiga que a incriminou e ela preferiu assumir para preteje-la ,ele acredita em sua fidelidade mas perde o chão pois se da conta que todo esse tempo a aproximação era totalmente na tentativa de ser ajudada e o que ela lhe pede é que ele ajude-a a reconciliar com o Deputado seu marido.
Ele sai dali prometendo ajudar mas totalmente arrasado encontra com um amigo poeta que um dia interrompeu com sua euforia que ele mandasse uma carta a ela a qual revelaria seus sentimentos na hora sente a necessidade de abraçá-lo em de forma de agradecimento Esse amigo que não entende o abraço tão forte sente-se lisonjeado pensando ser enaltecido através da leitura que acredita o que o Dr. teria feito dos seus poemas.
O poeta não se conteve e conta a um amigo que logo publica a cena no jornal.
Estevão alem de arrasado com a situação dele com Madalena fica furioso com o poeta que logo manda uma carta se explicando.
A dor que Estevão sente é forte pois ama a mulher de seu melhor amigo e se vê tendo que colocá-la nos braços do amigo.
Mas mesmo assim ele procura o Deputado onde mostra saber da Historia de seu passado com Madalena e Meneses pala confiança que tem na amizade acaba revelando.Dr. Estevão fala a ele o que sabe e diz que Madalena é inocente contando toda a historia .
Madalena e o Deputado Meneses reatam seu casamento com a ajuda de Estevão que após ajudar vai embora deixando uma carta dizendo torcer muito por eles e que esperava que eles não o esquecesse.
Deputado Meneses não entende a partida tão repentina do amigo, mas Madalena sim disfarça saber o motivo daquela atitude tão nobre daquela alma.
Meneses se dedicou com mais intensidade a sua vida com Madalena acabou deixando um poço ausente a vida política mas o que interessava e o que procurava era sua felicidade e ela estava ao lado de Madalena independente da política.
Esse resumo trata de um conto fluminense de Machado se Assis.
Onde a história começa em um encontro de Dr. Estevão Soares e o Deputado Meneses, onde ambos foram apresentados por um amigo em comum.
Neste encontro eles se falaram,trocaram seus repetíveis cartões.
Dois meses depois tiveram o prazer de se encontrar e Meneses fez Estevão prometer que ia à casa dele.
Ao termino da conversa Dr.Estevão se despede e vai em direção a saída procurando um automóvel,mas se da conta que chove muito e encontra dificuldade para encontrar um automóvel e acaba ficando algum tempo ali e percebe que tem um tilbure esperando por alguém que ele supôs ser o Deputado.
Logo o mesmo chega e oferece-lhe uma carona e ele fica meio sem jeito mas aceita.
Dr. Estevão estranha pois ao mesmo tempo que o Deputado lhe oferece a carona da ordens ao motorista para que siga para sua casa, mas ,logo o Deputado explica que a intenção é que o Dr. tenha a oportunidade de conhecer a sua casa para que possa voltar assim como já havia prometido.
Chegando a sua casa Meneses convida-o para entrar e mostrar seu gabinete de trabalho onde havia uma estante de livros e disse que era ali naquele local que o encontraria quando fosse visitá-lo.
Estevão foi embora prometendo voltar.
Entre Dr. Estevão e o Deputado Meneses houve uma grande afinidade que os unio e fez com que houvesse vários encontros tanto na casa de um como na do outro fazendo com que essa amizade se fortalece se cada vez mais.
Um determinado dia foram em um teatro juntos quando la Estevão viu uma mulher que se trajava de preto ele perguntou a Meneses se a conhecia, o mesmo negou.Ao final da peça Estevão tentou se aproximar com curiosidade mas não foi possível.
Estevão era homem solteiro e vivia muito só ele não acreditava poder amar uma mulher,pois, fazia exigências a elas dais quais achava difícil poder encontrar;Meneses que também vivia só por motivos do passado não achava certo que Estevão tão novo não se desse ao desfrute de viver um amor pois Meneses achava que o Dr. deveria deixar o modo de pensar sobre o amor que era tão sem crença para alguém mais velho que já tivesse vivido uma decepção.
Havia um Padre amigo de Estevão que sempre dizia que o que faltava par que ele pudesse ser feliz e completo com tudo que possuía era uma mulher amada.
Estevão sempre encerava a conversa dizendo que se a caso o Padre encontrasse o “molde” perfeito da mulher que desejava que ele ate se casaria.
Já Meneses muito reservado nunca contava o motivo real de viver só.Estevão percebia muitas qualidades em Meneses,mas percebia que seu sorriso era amável,mas não alegre.
Certo dia Dr. Estevão foi convidado para um baile por um antigo amigo de seu pai.
La o Dr. não dançou viu, conversou, sorriu e foi embora.
Mas não conseguia tirar da cabeça a mulher que conversou por alguns minutos lá;a mulher era uma viúva que o encantou com jeito tão nobre e delicado.
Ele não conseguia dormir pensando nela como era perfeita por instantes imaginou pela primeira vez estar apaixonado mas não quis dar o braço a torcer.
No dia seguinte passou por diversas vezes na rua a qual ela morava so que na noite anterior estava tão deslumbrado com ela que não conseguiu prestar atenção no numero da casa que ela disse morar,pensou perguntar para alguém mas achou que não seria discreto.
Outro dia fez questão de passar novamente la na rua e deu de cara com um homem que morava perto da casa onde ela morava disfarçou e fez o possível para ver onde ele entrava e foi embora sabendo onde ela morava prometendo voltar .Quando chegou em casa foi surpreendido por um bilhete ao qual convidava-o para um chá esse bilhete era de Madalena. Logo ele levou ate a boca na tentativa de beijá-lo tentou ser mais forte que seus sentimentos e apenas sentiu a fragrância que exalava dele .Resolveu ir ao chá.
Chegando lá achou estranho pois não havia chegado ninguém logo ela o explica que desmarcou o chá mas não o avisou porque fazia questão de sua presença ilustre.
Após esse chá houve vários encontros e Dr. Estevão imaginava-se casado e que Madalena o amava só estranhava que nunca tinha um aproxima mento mais intimo entre eles essas visitas acontecia com tanta freqüência a modo que os encontros com seu amigo Meneses foram diminuindo.
Meneses que percebia o envolvimento de Estevão com alguma mulher lhe dizia que entendia pois a amizade deveria dar espaço ao amor.
Estevão sempre pedia a Madalena que autorizasse levar Menezes seu melhor amigo para que ela pudesse o conhecer ela sempre concordava mas pedia que adiasse mais esse encontro e ele sempre obedecia.
O Dr. já não agüentava mais não revelar seus sentimentos pois já tinha certeza que era correspondido por Madalena e procurava um momento certo e coragem para se declarar.
Certo dia estava em sua casa dispostos a ir ate a casa de Madalena falar do amor que sentia por ela quando recebeu um bilhete dela convidando-o para ir em sua casa pois tinha algo importante para dizer-lhe.
Quando chegou lá pensando ser o momento de falar sobre seus sentimentos é surpreendido por Madalena que lhe revela seu segredo dizendo que ela era a mulher que ele e Meneses viu de preto no teatro e que ela era a mulher de Meneses seu melhor amigo conta-lhe que foi acusada de trair seu marido mas na verdade ela nunca o fez pois era um segredo de uma amiga que a incriminou e ela preferiu assumir para preteje-la ,ele acredita em sua fidelidade mas perde o chão pois se da conta que todo esse tempo a aproximação era totalmente na tentativa de ser ajudada e o que ela lhe pede é que ele ajude-a a reconciliar com o Deputado seu marido.
Ele sai dali prometendo ajudar mas totalmente arrasado encontra com um amigo poeta que um dia interrompeu com sua euforia que ele mandasse uma carta a ela a qual revelaria seus sentimentos na hora sente a necessidade de abraçá-lo em de forma de agradecimento Esse amigo que não entende o abraço tão forte sente-se lisonjeado pensando ser enaltecido através da leitura que acredita o que o Dr. teria feito dos seus poemas.
O poeta não se conteve e conta a um amigo que logo publica a cena no jornal.
Estevão alem de arrasado com a situação dele com Madalena fica furioso com o poeta que logo manda uma carta se explicando.
A dor que Estevão sente é forte pois ama a mulher de seu melhor amigo e se vê tendo que colocá-la nos braços do amigo.
Mas mesmo assim ele procura o Deputado onde mostra saber da Historia de seu passado com Madalena e Meneses pala confiança que tem na amizade acaba revelando.Dr. Estevão fala a ele o que sabe e diz que Madalena é inocente contando toda a historia .
Madalena e o Deputado Meneses reatam seu casamento com a ajuda de Estevão que após ajudar vai embora deixando uma carta dizendo torcer muito por eles e que esperava que eles não o esquecesse.
Deputado Meneses não entende a partida tão repentina do amigo, mas Madalena sim disfarça saber o motivo daquela atitude tão nobre daquela alma.
Meneses se dedicou com mais intensidade a sua vida com Madalena acabou deixando um poço ausente a vida política mas o que interessava e o que procurava era sua felicidade e ela estava ao lado de Madalena independente da política.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O anel de Polícrates - Resumo
Por João Batista de Freitas – RA: 152793
Xavier é figura central deste conto. Ele vivia falando bravatas, porém sua riqueza acabou-se e ele passou a viver de nostalgias. Também tornou-se hipocondríaco e começou a viver de tristeza em tristeza. Enquanto nababo era seletivo, exigente, gostava de coisas luxuosas e finas, mas era imprudente não pensava no próximo momento e passou a viver na miserabilidade e pobreza. Não calculava os gastos e anos se passaram e sua riqueza se foi. Certo dia Xavier estava à janela vendo-se chegado ao nada, quando viu um homem a cavalo que quase caiu com o corcoveio do bicho. Xavier comparou tal cena á vida humana e sua trajetória e passou a repetir uma frase que sintetizasse tal comparação. A frase era a seguinte “a vida é cavalo xucro ou manhoso, e quem não for cavaleiro que pereça”. Xavier queria ter a honra de ter cunhado tal idéia, todavia não foi o que aconteceu e isso lhe causou muitas tristezas. Xavier perde o controle da idéia que em outro momento era só sua. Podemos perceber que ele caminha em uma linha muito tênue entre a lucidez e a loucura. O conto que ora pensamos (refletimos) mostra-nos a dureza da realidade. Xavier perde sua riqueza, seus pensamentos e idéias não o ajudam mais. Ele é chamado no conto de “pródigo” e pródigo é irresponsável, aventureiro e incauto. Ele vivia numa espécie de torpor financeiro, tudo que queria comprava, seus desejos eram sempre realizados e vivia numa “atmosfera” romântica. Entretanto a realidade da vida foi mais forte e ele passou a viver em um mundo “real”. Pensando na manifestação literária chamada realismo e fazendo um paralelo com este conto, percebemos que a vida é irônica. A realidade não é coerente com nossos anseios. Xavier tivera uma idéia para que de certa forma viver conformado com as condições que o cercava (refiro-me á frase de Xavier). O conto deixa-nos perceber que Xavier tinha fantasias românticas, mas a realidade contrariava tais fantasias.
Xavier é figura central deste conto. Ele vivia falando bravatas, porém sua riqueza acabou-se e ele passou a viver de nostalgias. Também tornou-se hipocondríaco e começou a viver de tristeza em tristeza. Enquanto nababo era seletivo, exigente, gostava de coisas luxuosas e finas, mas era imprudente não pensava no próximo momento e passou a viver na miserabilidade e pobreza. Não calculava os gastos e anos se passaram e sua riqueza se foi. Certo dia Xavier estava à janela vendo-se chegado ao nada, quando viu um homem a cavalo que quase caiu com o corcoveio do bicho. Xavier comparou tal cena á vida humana e sua trajetória e passou a repetir uma frase que sintetizasse tal comparação. A frase era a seguinte “a vida é cavalo xucro ou manhoso, e quem não for cavaleiro que pereça”. Xavier queria ter a honra de ter cunhado tal idéia, todavia não foi o que aconteceu e isso lhe causou muitas tristezas. Xavier perde o controle da idéia que em outro momento era só sua. Podemos perceber que ele caminha em uma linha muito tênue entre a lucidez e a loucura. O conto que ora pensamos (refletimos) mostra-nos a dureza da realidade. Xavier perde sua riqueza, seus pensamentos e idéias não o ajudam mais. Ele é chamado no conto de “pródigo” e pródigo é irresponsável, aventureiro e incauto. Ele vivia numa espécie de torpor financeiro, tudo que queria comprava, seus desejos eram sempre realizados e vivia numa “atmosfera” romântica. Entretanto a realidade da vida foi mais forte e ele passou a viver em um mundo “real”. Pensando na manifestação literária chamada realismo e fazendo um paralelo com este conto, percebemos que a vida é irônica. A realidade não é coerente com nossos anseios. Xavier tivera uma idéia para que de certa forma viver conformado com as condições que o cercava (refiro-me á frase de Xavier). O conto deixa-nos perceber que Xavier tinha fantasias românticas, mas a realidade contrariava tais fantasias.
O empréstimo - Resumo
Por João Batista de Freitas RA 152793
É um dos muitos contos machadianos e neste temos duas Histórias, escrevemos História com agá maiúsculo, porque o ator do conto assim sugere. Vaz Nunes, um tabelião que tinha uma perspicácia fora do comum era um homem de uma honestidade invejável. Dava-se a observar as pessoas e nunca deixava-se enganar pelas aparências. Vasculhava ás intenções daqueles que o procuravam para escriturar os seus acordos e resoluções, percebia as manhas ocultas e os pensamentos que não eram nobres. Era um homem sisudo, prudente viúvo e sem herdeiros. Certo dia chegou á porta de seu escritório um homem que lhe era estranho, pelo menos em um momento primeiro. Vaz Nunes o convida para entrar e logo que o tal homem entra, afirma conhecer Vaz Nunes. Entretanto, Vaz Nunes não se recorda do tal sujeito. O homem apresenta-se, dizia chamar-se Custódio. Estava mal vestido, mas asseado. Sempre quis ser rico, porém não via nobreza no trabalho e não tinha dinheiro nem talento para ganhá-lo. Vaz Nunes ouve Custódio dizer que viera lhe pedir uma quantia em dinheiro, pois havia um negócio que prosperaria muito em pouco tempo. O tal negócio era a fabricação de agulhas. Vaz Nunes diz não ter a quantia que lhe fora pedido. Custódio pede uma quantia menor, mas é inútil. Depois de várias “propostas”, Custódio sai com uma quantia que pelo menos lhe garantiria um jantar. Em súmula o conto é isso. Todavia, vemos que o que o autor quer é denunciar às aparências e a hipocrisia. A preocupação em revelar os conteúdos dos seus personagens é simultaneamente claro e obscuro, porém, a critica direta ao padrão dissimulado da sociedade e ao estilo de vida dela é gritante. Nas primeiras linhas do conto, o autor diz que Vaz Nunes aparentava uma grande honestidade, entretanto era uma falácia, pois ele era um avarento que escondia sua avareza atrás de uma pretensa postura integra. Gostava de ler as pessoas, mas ocultava seu caráter e seu apego aos bens materiais. No conto quando faz referência a si mesmo, Vaz Nunes chama-se de “um modesto tabelião de notas”, todavia de modesto ele nada tem, já que sua postura altiva logo que Custódio se retira denuncia sua imodéstia.
É um dos muitos contos machadianos e neste temos duas Histórias, escrevemos História com agá maiúsculo, porque o ator do conto assim sugere. Vaz Nunes, um tabelião que tinha uma perspicácia fora do comum era um homem de uma honestidade invejável. Dava-se a observar as pessoas e nunca deixava-se enganar pelas aparências. Vasculhava ás intenções daqueles que o procuravam para escriturar os seus acordos e resoluções, percebia as manhas ocultas e os pensamentos que não eram nobres. Era um homem sisudo, prudente viúvo e sem herdeiros. Certo dia chegou á porta de seu escritório um homem que lhe era estranho, pelo menos em um momento primeiro. Vaz Nunes o convida para entrar e logo que o tal homem entra, afirma conhecer Vaz Nunes. Entretanto, Vaz Nunes não se recorda do tal sujeito. O homem apresenta-se, dizia chamar-se Custódio. Estava mal vestido, mas asseado. Sempre quis ser rico, porém não via nobreza no trabalho e não tinha dinheiro nem talento para ganhá-lo. Vaz Nunes ouve Custódio dizer que viera lhe pedir uma quantia em dinheiro, pois havia um negócio que prosperaria muito em pouco tempo. O tal negócio era a fabricação de agulhas. Vaz Nunes diz não ter a quantia que lhe fora pedido. Custódio pede uma quantia menor, mas é inútil. Depois de várias “propostas”, Custódio sai com uma quantia que pelo menos lhe garantiria um jantar. Em súmula o conto é isso. Todavia, vemos que o que o autor quer é denunciar às aparências e a hipocrisia. A preocupação em revelar os conteúdos dos seus personagens é simultaneamente claro e obscuro, porém, a critica direta ao padrão dissimulado da sociedade e ao estilo de vida dela é gritante. Nas primeiras linhas do conto, o autor diz que Vaz Nunes aparentava uma grande honestidade, entretanto era uma falácia, pois ele era um avarento que escondia sua avareza atrás de uma pretensa postura integra. Gostava de ler as pessoas, mas ocultava seu caráter e seu apego aos bens materiais. No conto quando faz referência a si mesmo, Vaz Nunes chama-se de “um modesto tabelião de notas”, todavia de modesto ele nada tem, já que sua postura altiva logo que Custódio se retira denuncia sua imodéstia.
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